ARTISTAS / SARAH McCOY


Bessie Smith com uma pincelada de Amy Winehouse. Uma pequena porção de Janis Joplin e algo de Tom Waits. E ainda qualquer coisa de Fiona Apple. O seu universo não desagradaria a Kurt Weill. Estas referências podem ser úteis para quem ainda não conhece Sarah McCoy. Os restantes sabem que esta compositora e intérprete não se assemelha a ninguém, que a sua voz e carisma são únicos e marcantes logo ao primeiro instante no palco.

“Blood Siren” é o aguardado trabalho de originais de Sarah McCoy e foi editado em Janeiro de 2019 pela Blue Note. A produção ficou a cargo de Renaud Letang (Feist, Manu Chao, Charlotte Gainsbourg, Jane Birkin, Mocky) e do conceituado pianista canadiano Chilly Gonzales com quem a diva americana se cruzou em 2017 no festival ARTE Concert, em Paris – onde reside actualmente.

Sarah McCoy nasceu em Nova Iorque mas viajou bastante durante a adolescência. Depois da morte prematura do pai, partiu com 20 anos rumo a Charleston (Carolina do Sul) e seguiu para Santa Cruz, passando por Monterey (Califórnia) antes de se fixar em Nova Orleães. Deixando a terra onde cresceu, a jovem atravessou 44 dos 50 estados da América do Norte na companhia da melhor amiga e também instrumentista Alyssa Potter numa fase que descreve como “psicadélica”.

 

Depois de cinco anos à deriva, estabeleceu-se finalmente em Nova Orleães no ano de 2011. Após alguns concertos pontuais como Sarah McCoy and The Oopsie Daisies - que surgiam nos intervalos do seu trabalho em restaurantes e bares -, a artista recebeu um telefonema do dono do clube “The Spotted Cat”, a propor duas actuações semanais nesse espaço da cidade. Foi aí que conheceu o realizador francês e futuro manager - Bruno Moynie – que a convenceu a apresentar-se ao vivo em Paris. Desta forma abriu-se o caminho até à estreia na Europa.